segunda-feira, 17 de setembro de 2012
Legado: seu presente para o futuro
No meu novo livro, lançado esta semana, abordo a importância de marcarmos as gerações seguintes com as ações que tomamos no presente que nos pertence.
Você pode ler um trecho clicando aqui.
A versão digital já está disponível para download no site da Editora Ampliar. Para baixar, clique aqui
Se quiser reservar o seu livro físico, deixe seu contato nos comentários (não publicaremos aqui, evidentemente). Entrarei em contato com você assim que possível.
sexta-feira, 31 de agosto de 2012
O 80%
Amigos,
volta e meia eu lhes conto alguma história de conhecidos meus. São figuras
capazes de encher um livro. Vocês já foram apresentados a alguns deles, mas não
conheciam ainda o “Baixinho 80%”. Trabalhei lado a lado com ele durante algum
tempo. O apelido veio das suas inesquecíveis atuações nas reuniões do
departamento. Quando alguém lhe fazia alguma pergunta, a resposta nunca era
garantida. Era sempre na base do 80%. O relatório está pronto? 80%, chefe. Os
objetivos foram alcançados? Quase, 80%. Você tem certeza desta informação? É,
pelo menos 80%. Pegou. O Baixinho 80%. Passaram-se alguns anos, não ouvi mais
dele. Se o encontrar na rua ou no supermercado, vou perguntar: “E aí, rapaz,
como vão as coisas?” A resposta provavelmente será algo como: “Tá tudo bem, 80%
bem”. Impressionante.Você sabe que ele não está sozinho no mundo. O clube dos 80% é assustadoramente grande. Muita gente acha que 80% são suficientes. Não é preciso ser muito exigente. Nunca vamos conseguir ser 100%, então o que conseguirmos, está ótimo. É aquela filosofia de estudar somente para passar, fazer o serviço mínimo exigido pelo gerente, falar 80% de verdade e 20% de mentira. É a história de ter convicções, sim, mas até certo ponto. 80% de convicção é melhor do que nada, pensam alguns. 100% é exigir demais, sempre precisa se dar uma margem de segurança, um espaço para a dúvida e o questionamento.
É estranho. Você compraria uma barra de chocolate que tivesse sido 20% mordida? Você compraria uma passagem de avião que garantisse 80% do percurso? Você se casaria com uma mulher (se você é um homem) ou com um homem (se você é uma mulher) que lhe fosse 80% fiel? Você ficaria feliz se seu time de futebol liderasse o campeonato em 80% das rodadas e perdesse o título em 20% dos jogos finais? Se a sua resposta foi “não”, você passou no teste. Pode se considerar um ser humano normal. Ninguém se contenta com 80%.
Mas na hora de agirmos, queremos que todos, incluindo Deus, se contente com aquilo que a gente está disposto a oferecer. Vou obedecer meus pais, mas 80%. Esquecemos de que o mandamento é “filhos, obedecei EM TUDO a vossos pais”. Vou amar a Deus, mas 80%. Esquecemos que o mandamento é “amarás o Senhor teu Deus de TODO o teu coração, de TODA a tua alma, de TODA a tua força e de TODO o teu entendimento. Vou fazer o meu trabalho com dedicação, mas só 80%. Esquecemos de que o mandamento é “TUDO o que vier à mão para fazê-lo, faze-o conforme as tuas forças”.
Não. 80% definitivamente não bastam. Precisamos mais, sob pena de ficarmos rotulados como aquele meu amigo. Ninguém quer alguém que age assim, porque acaba não sendo uma pessoa confiável. Você delega alguma coisa e sempre fica apreensivo, porque sabe que só terá uma parte dos resultados. As pessoas esperam mais de nós.
Deus também espera. E Deus merece mais. Ele não nos deu 80% do que tinha. Seu Filho era o “unigênito”. Não tinha outro. Deus colocou 100% à nossa disposição. Jesus veio e viveu. 100% homem, 100% Deus. Ele morreu. Morreu mesmo. Não foi um “sono”. Foi morte total. Se em algum ponto ficasse 0.5% sem fazer, nós estaríamos em sérias dificuldades.
Pense nisso. Mas pense 100%.
terça-feira, 5 de junho de 2012
Histórias para a vida (9): O que você anda fazendo na ausência do Chefe?
Quem é, pois, o servo fiel e prudente a quem o senhor confiou os seus conservos para dar-lhes o sustento a seu tempo? Bem-aventurado aquele servo a quem seu senhor, quando vier, achar fazendo assim. Em verdade vos digo que lhe confiará todos os seus bens. Mas se aquele servo, sendo mau, disser consigo mesmo: Meu senhor demora-se, e passar a espancar os seus companheiros, e a comer e beber com ébrios, virá o senhor daquele servo em dia em que não o esperam e em hora que não sabe, e castigá-lo-á, lançando-lhe a sorte com os hipócritas; ali haverá choro e ranger de dentes.
Quando adolescente, trabalhei em um escritório. Algumas vezes, o chefe era convocado para uma reunião ou estava de férias. Estabelecia-se, então (que fique bem claro, eu não participava disso), a lei "o gato saiu, os ratos fazem a festa". Era som alto, cafezinho liberado, momento de discutir a posição do time do coração na tabela, enfim, algumas coisas ficavam realmente invertidas. Um belo dia, desconfiado do que se passava desses momentos de ausência, o chefe, que de bobo não tinha nada, resolveu voltar antes do esperado. Pegou muita gente no pulo. Só os que não participavam da folia é que escaparam. A brincadeira saiu cara para alguns.
As características deste servo mau são chocantes. Olhe a sua atitude truculenta. Agride os outros. Que é isso, companheiro? Olhe a sua companhia. Come e bebe com os bêbados da esquina. Será que ele sai da mesa do bar direto para a mesa da Ceia? Olhe a sua expectativa de vida. Nem se lembra mais que há um Senhor que volta logo, a quem todos prestarão contas. Péssimo exemplo. Não há o que justifique.
Jesus é um Senhor bom e fiel. Deixou outro exemplo para seus servos. Andar e agir como este mau servo é, no mínimo, uma atitude de tremenda ingratidão. Depois, revela um espírito totalmente incoerente com o que se espera dos súditos do Reino. Nada a ver com as características dos bem-aventurados do Sermão do Monte. Tem mais a ver com aquelas empresas onde o ambiente é terrível, um quer puxar o tapete do outro, não se respeitam regras nem pessoas. Definitivamente, não é este o ambiente que se espera na Igreja de Cristo.
Felizmente, nem todos seguirão este padrão horroroso e nojento de serviço. Na mesma história, aparece também a figura do "Operário Padrão do Reino". Do seu currículo não constam títulos, diplomas, mil cursos, especializações e mestrados. Não aparecem grandes realizações, enormes campanhas evangelísticas, nem projeção pessoal. Pode até ser que algumas destas coisas tenham acontecido em sua carreira, mas o que o torna padrão não é nenhuma delas. Ele é chamado simplesmente de "um operário fiel e prudente". Só isso. Fiel, porque age com os olhos fitos no Seu Senhor e preocupado com as expectativas que Ele tem sobre a sua vida e seu ministério. Prudente, porque vê seus conservos no mesmo nível que ele, nem mais nem menos. Se na parábola da figueira a palavra-chave era "vigilância", aqui passa a ser "fidelidade". Espera o Senhor que aqueles que trabalham para Ele sejam mordomos fiéis daquilo que lhes foi confiado.
Jesus perguntou: "Quem é este servo fiel e prudente?"
Eu me pergunto: "Sou eu um servo fiel e prudente?"
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