segunda-feira, 2 de janeiro de 2012

Gratidão

Na celebração de ontem à noite em nossa igreja fomos desafiados a expressar nossa gratidão a pessoas que foram importantes para nós durante o ano de 2011. 

Um após o outro, depoimentos emocionados e espontâneos foram se sucedendo, por um longo tempo. Pessoas expressavam sua admiração, respeito e reconhecimento por atitudes e gestos que foram abençoadores em suas vidas. A atmosfera no local era celestial. A presença de Deus, não mística ou esotérica, mas real e pessoal, pode ser percebida de uma maneira única. A glória de Deus se manifesta através da gratidão do seu povo.

De fato, a virtude da gratidão é algo extraordinário. A capacidade de dizer “muito obrigado” traz consigo um poder liberador e revolucionário da existência humana. Porque quando agradecemos, estamos reconhecendo que não podemos viver sozinhos, isolados em nosso gueto existencial. Precisamos uns dos outros. Não somos uma ilha. Quando ficamos presos nas amarras do orgulho e da ingratidão, somos os mais infelizes de todos os homens.

Comece um novo ano incentivando a si mesmo ao desenvolvimento da gratidão sincera. A Deus, antes e acima de tudo, fonte que é de toda a boa dádiva e de todo dom perfeito. A seus familiares, amigos e irmãos, por formarem o substrato onde sua vida pode florescer. A sua comunidade de fé, que lhe permite viver a vida cristã em todas as suas dimensões, incluindo aquelas que nem sempre são tão agradáveis.

Não permita que a semente da ingratidão encontre solo fértil no seu coração neste novo ano. Este é o segredo para uma vida plena e produtiva.

Assim você será para os outros a felicidade que lhes desejou durante a última semana de 2011. 

sábado, 24 de dezembro de 2011

Então é Natal!


Um choro de bebê corta a noite escura. É o nascimento mais esperado da História da humanidade. Um menino nos nasceu. Não apenas a seus pais, mas a todos nós. Um Filho se nos deu, posto que já existia desde a eternidade. Foi gestado por nove meses no ventre de uma mulher virgem, mas era esperado e anunciado por milênios.
Era, como se cuidava, filho de Maria e de José. Mas seus pais sabiam a história inteira. A verdadeira versão é inacreditável aos céticos, simplista aos intelectuais, alienante aos filósofos, assustadora aos poderosos, descabida aos religiosos. Não é questão de ser Natal, é questão de ser Jesus.
O menino é Emanuel. Deus Conosco. O Eterno e Todo-poderoso Criador e Sustentador do Universo agora está envolto em panos, deitado numa cocheira em um desconhecido estábulo na periferia na insignificante Belém de Judá. Sua mãe daqui a pouco vai amamentá-lo. Vai trocar suas fraldas. Vai dar banho e depois mimá-lo com canções infantis, embalando seu sono. Quem poderia imaginar um Deus Soberano cabendo num pequenino corpo humano em desenvolvimento? Suas pequenas mãozinhas de recém-nascido contraem-se num espasmo típico. Um dia, elas sustentarão o peso dos pecados do mundo inteiro. Mas nessa noite, elas ainda dependem totalmente dos cuidados de Maria.
E o menino é tomado nos braços pelo homem piedoso e conhecedor dos desígnios de Deus: “Agora posso morrer em paz, porque meus olhos viram a tua salvação”. Não era apenas mais um garotinho judeu cumprindo o ritual sagrado da religião dos seus antepassados; Ele é o Sol nascente das alturas. Enquanto tantos ainda buscam nos astros a direção para suas vidas, ele é o Criador que ilumina e energiza todo o Universo.
E o menino cresceu. Da manjedoura foi ao Egito, do Egito a Nazaré. Aprendeu o ofício de seu pai e até os 30 anos tornou-se um reconhecido carpinteiro. Todos queriam seus serviços, porque ele era profissional do tipo que não engana, não enrola, não mente e cobra o justo. Nunca houve erro nas suas palavras nem nos seus atos.
Então, o menino já homem feito, passa a manifestar o verdadeiro sentido e propósito da sua vida. Ele, que tinha tudo para se tornar uma celebridade, fazer fama e sucesso, torna-se um Mestre revolucionário para pessoas simples. Seus ensinos não são como o dos demais rabinos de sua época. Ele tem autoridade no que fala, porque vive o que prega. Sua pregação exige um alto padrão de comprometimento: “Se alguém quer vir após mim, a si mesmo se negue; dia a dia tome a sua cruz e siga-me”. Nada menos do que isso. Para seguir Jesus ou você aceita-o por completo e se envolve totalmente, ou você não serve.
Chega o dia. Ele veio para dar vida em abundância. Mas para isso, ele tem que dar a sua própria vida. Falar do Natal sem falar da Cruz é o mesmo que contar a história de qualquer outro ser humano. Porque se Ele tivesse nascido como nasceu, vivido como viveu, mas não tivesse morrido como morreu, não haveria esperança, nem salvação, nem futuro para a raça humana.
E o homem Jesus foi crucificado num monte chamado Calvário. Foi submetido à vergonha, à zombaria, ao desprezo, às dores indescritíveis. Mais ainda, foi desamparado pelo Pai, com quem teve desde sempre ampla, geral e irrestrita comunhão e amizade. Entregou seu espírito. Morreu. Foi baixado da cruz e colocado num túmulo novo.
Mas esse também não era o fim da história. Ao terceiro dia, Jesus ressuscitou. Quebrou as cadeias da morte e saiu vitorioso daquele lugar, que absolutamente não combinava com o Autor da vida. Ele está vivo. Deus o coroou e o fez Senhor e Cristo. Ao nome de Jesus todo joelho tem que se dobrar, nos céus, na terra e debaixo da terra. Não há outro nome dado entre os homens pelo qual importa que sejamos salvos.
É tempo de celebrar. Não o Natal. Não os presentes e as festas. Nem mesmo o menino deitado numa manjedoura.
Mas o Salvador. 

sexta-feira, 16 de dezembro de 2011

Palmadas e castigos

O Congresso Nacional nos brinda neste fim de ano com duas pérolas. Pacote de bondades para funcionários da Casa e a Lei da Palmada. Pelo texto aprovado, a partir desta lei o pai ou mãe que impingir “castigos físicos” deverá ser encaminhado para “medidas socioeducativas”. Na prática, é colocar em pé de igualdade o criminoso que agride e espanca seu filho e o pai que o corrige através de uma palmada.

Tenho apenas uma coisa a dizer: não posso esperar nada melhor de um mundo em decomposição em seus valores morais, éticos e sociais e em completa escuridão espiritual. Tentar misturar as estações é mais uma demonstração da ignorância e da cegueira na qual estão mergulhados os homens e mulheres que não conhecem a Deus.

Da mesma maneira como já se deturpou a questão homossexual, sugerindo-se que cristãos incitam a violência e o preconceito contra os que decidem seguir este caminho, agora se insinua que todo e qualquer tipo de castigo físico é violência doméstica. Como ninguém é favor de espancamentos, maus-tratos e tortura, fica mais fácil tornar a lei palatável ao conceito humanista de criação de filhos.

Não duvido que haja cristãos que não saibam criar seus filhos na disciplina e admoestação do Senhor. Estou certo de que há abusos por parte de alguns, tanto naqueles que batem excessivamente e sem critério, como daqueles que adotaram a política do “Bananas-de-Pijamas” (os filhos derrubam a casa e a vida e nada acontece por parte dos pais). Também sou completamente a favor de que se tratem os espancadores de crianças com o máximo rigor que a legislação permita. Mas vou continuar a exercer o direito de criar meus filhos da maneira que achar mais correta, à luz da minha fé nas orientações da Palavra de Deus, porque uma coisa não tem nada a ver com a outra. 

Entre esses princípios, encontro no livro de Provérbios:
13:24: Aquele que poupa a vara aborrece a seu filho; mas quem o ama, a seu tempo o castiga.
22:15: A estultícia está ligada ao coração da criança; mas a vara da correção a afastará dele.
23:13,14: Não retires da criança a disciplina; porque, fustigando-a tu com a vara, nem por isso morrerá. Tu a fustigarás com a vara e livrarás a sua alma do inferno.
29:15: A vara e a repreensão dão sabedoria; mas a criança entregue a si mesma envergonha a sua mãe.

Para evitar qualquer dúvida, há também este:
19:18: Castiga a teu filho enquanto há esperança, mas não te excedas a ponto de matá-lo.
Há duas possibilidades: ou Deus deveria ter consultado os especialistas em criação de filhos antes de mandar escrever Provérbios ou então esses especialistas são pretensiosos demais. Cabe a nós, pais, fazer a escolha que acharmos mais adequada e depois colhermos as conseqüências.

Agora, ninguém vai dizer que isto fere os direitos individuais? Isto é assunto para o legislativo dar pitaco?
Minha resposta é “não”. E a sua?

Marcos Senghi Soares