segunda-feira, 26 de março de 2012

O Facebook de Tiago

Ao ler a carta de Tiago, você percebe claramente os ecos do Sermão do Monte. Tanto lá como cá, o assunto é o mesmo: a ética do Reino, a verdadeira espiritualidade, a coerência entre a profissão de fé e a vida de fé. Jesus deixa claro que a religiosidade dos fariseus e escribas não era suficiente para agradar a Deus e desenvolver o espírito. A proposta daqueles líderes era a de uma fé morta: a observância das leis e tradições sem a observância dos princípios a elas subjacentes (Mt 12:1-13; 23:23 etc.). Este é o mesmo argumento de Tiago em sua epístola.
Uma das áreas da vida mencionadas neste contexto de espiritualidade prática é a língua. São alertas fortes e explícitos, corroborados por outros apóstolos, que ajudam poderosamente a vida de quem deseja usar sua língua de forma coerente com a religião que realmente agrada a Deus. Outras Escrituras nos levam para a mesma direção. Paulo, escrevendo a efésios e colossenses, dá alguns exemplos de usos da língua incompatíveis com a verdadeira espiritualidade: linguagem obcena (Cl 3:8), conversa frívola (Ef 5:3-4), maledicências (Cl 3:8), mentiras (Cl 3:9; Ef 4:25), verborragias (Ef 4:31), Linguagem depreciativa (Ef 3:29).
Tudo isso pode ser resumido em seis declarações nos capítulos 1 e 3 de Tiago, que se constituem num manual prático do bom uso da língua:
  1. Usar mal minha língua depõe contra minha fé (1:26).
  2. Usar mal minha língua é sinal de imaturidade (v.2).
  3. Usar mal minha língua me deixa sem controle do resto do meu ser (v.3,4)
  4.  Usar mal minha língua pode incendiar o mundo (v.6).
  5.  Usar mal minha língua pode envenenar alguém (v.8).
  6.  Usar mal minha língua é fazer sair dela benção e maldição (v.10). 
Se Tiago vivesse em nossos dias, ele ficaria de boca aberta ao ver como os cristãos de manifestam nas redes sociais e em suas conversas do dia-a-dia, até na porta dos templos após os cultos!

Pacto dos 21 dias
Pensando nessas declarações, lembrei-me da proposta do Pr. Will Bowen, no livro “Pare de reclamar e concentre-se nas coisas boas” e quero sugerir um exercício prático sobre este assunto:
  1. Clique com o botão direito no quadro abaixo (Seis lembretes de Tiago sobre a língua), salve, imprima e fixe num lugar que esteja sempre à vista (se precisar, faça mais de uma cópia). 
  2. Use uma pulseira colorida, que será mudada de braço cada vez que você usar mal sua língua.
  3. Encontre alguém a quem você preste contas sobre isso pelo menos uma vez por semana, para avaliar seu desempenho.
  4. Poste nos comentários como tem sido o exercício, para incentivar os outros que estão fazendo o mesmo.
  5. O alvo é concluir 21 dias consecutivos sem mudar a pulseira de braço. Segundo Bowen, isto vai levar em média 4 a 6 meses.
Você viverá de forma bem mais leve se conseguir usar melhor suas palavras. Faça o teste e comprove.



 Marcos Senghi Soares

sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012

Meus defeitos

Sou um homem defeituoso. Por natureza. Andando comigo mesmo há mais de 40 anos, posso lhe garantir que sei muito mais coisa a meu respeito do que gostaria. Por isso, tenho dito sempre: se quiser falar mal de mim, não se esqueça de me chamar. Tenho informações quentíssimas sobre mim.

Venho aprendendo algumas coisas sobre a minha própria e curta existência.

Tenho mais dificuldade de reconhecer meus defeitos do que estou disposto a admitir.

Estou longe de ser quem eu gostaria, mas já fui bem pior.

Meus defeitos principais raramente são identificados por terceiros. Em geral, quando me apontam um defeito, estão coando o mosquito e engolindo o camelo.

Sou pior do que meus amigos pensam e um tanto melhor do que meus inimigos imaginam.

Sou , enfim, um ser em construção. Não posso me conformar com o que já conquistei nem me desanimar pelo que ainda não conquistei. Não quero me desculpar com a vida nem exigir aos que me rodeiam que me aceitem “do jeito que eu sou”, porque isso seria supor que já está bom assim. Creio que Deus e meus semelhantes esperam um pouco mais de mim.

Pode ser que eu seja minoria, mas certamente não sou uma exceção. Pertenço a uma raça decaída, que ainda não foi totalmente regenerada. Por outro lado, pertenço a um povo santo, separado. O que me cabe fazer no tempo que ainda resta na carne é olhar para o alvo e seguir em frente.

Apesar de todos os meus defeitos.

Marcos Senghi Soares

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012

O que você vai fazer no Carnaval?

Vem aí mais um carnaval. Não é preciso descrever os números e as implicações que esta festa popular deixa no seu rastro. As estradas se tornam ainda mais perigosas, as drogas e o álcool correm desenfreados, mais do que em qualquer outra época do ano. O pecado em praticamente todas as suas manifestações toma conta do país. Para alguns, o ano só começa depois da Quarta-feira de Cinzas.

Como cristãos, o que fazer? Podemos nos retirar para longe do barulho e levar jovens e famílias para dias de reflexão e busca de Deus. Milhares de vidas foram tocadas e transformadas durante décadas em nosso querido Brasil, a partir dos acampamentos realizados durante este feriado nacional. Podemos até sair às ruas para falar da alegria verdadeira que Cristo oferece aos que creem nele. Admiro a coragem de irmãos e irmãs que se dedicam ao evangelismo de impacto nesta época do ano. Podemos fazer um pacto com nossos olhos, nos negando a dar audiência para as “obras infrutíferas das trevas”.

Quero lhe dizer o que vou fazer. Seguindo uma sugestão que recebi ontem à noite, na pregação do Pr. Clóvis na PIB-Piracicaba, esta semana vou separar pelo menos 5 minutos todos os dias para orar especificamente pelo período de Carnaval. Pedirei que Deus tenha misericórdia no nosso país. Que ele poupe vidas inocentes. Que ele nos guarde dos homens maus. Que ele reverta com Seu poder infinito a ação das trevas na nação brasileira. Que ele fortaleça nossos irmãos e irmãs que dedicarão suas vidas nesses dias para evangelizar, discipular, testemunhar de Jesus, seja nos acampamentos, seja nas ruas. Que ele guarde nossos filhos, que ele desperte em nós um nojo pelo pecado.

5 minutos. É muito pouco, mas pode muito. 

Que tal fazer o mesmo?